30 de junho de 2005

uma das Serras...

"A Serra da Estrela constitui uma encruzilhada fundamental na rede ecológica do interior de Portugal. Ela reúne muito dos elementos característicos do Norte, do Leste, do Sul e do Oeste numa combinação única, ao mesmo tempo que lhes acrescenta alguns elementos muito próprios." Jan Jensen
Depois de seres palco de tantas aventuras, de tantos momentos únicos e indescritíveis...
de descidas vertiginosas, escaladas de cortar a respiração, cerimónias de patrulha...
Enriqueceste momentos, ajudaste a consolidar amizades, a consolidar o espirito de patrulha... a criar cumplicidades únicas !!
Foste também o cenário mais bonito para a consolidação da minha formação!!
Foste inspiração, foste refúgio... foste a minha casa!!! Foste saco de boxe!!
Obrigada... depois de tantos pontapés, de tanto espernear... tenho de reconhecer...que aqui fui feliz!!

24 de junho de 2005

93 Sintra

não posso deixar de assinalar... não há palavras para descrever o que senti, o que sinto quando olho para aquele pedaço de terra... não nasci, nem cresci ali... não posso sentir a enormidade do que os que ali nasceram e cresceram sentem... mas sinto algo muito grande e muito forte por tudo o que ali vivi e por tudo o que aquelas gentes de fortes determinações e de sorrisos difíceis me deram. revivo os cheiros, as cores, os ruídos, as vozes e a força que move este grupo e Recordo cada momento com uma saudade incrivel... não tenho palavras para descrever as sensações únicas que ali vivi ... admiro todos e cada um de forma especial, os que ainda seguram a velha prisão. Posso ter sido...apenas uma areia nesses caminhos... mas saudo-vos pela forma de viverem e subsistirem da vossa própria energia e do que acreditam... Parabéns façam o melhor possível boa caçada Kaa

21 de junho de 2005

abraço precisa-se

que raiva, que dor, que ausência de sentido crítico, que raiva, que dor!!!! não consigo explicar porque é que o sinto mas sinto-me incapaz de senti-lo de outra forma. tenho medo que as ausências me tirem o lugar no coração das pessoas, tenho medo de ser esquecida tenho medo de viver nesta angústia que renasce a cada fragilidade. não tenho a culpa de o sentir, mas não posso ser deixar de ser A responsável por o sentir. quero sentir-me em paz, quero sentir-me em equilibrio. não quero que sintas isto!! não quero querer mais nada, não quero exigir mais nada... estou aqui de corpo e alma e vou tentar-me encontrar comigo e perceber que não deixo de estar aqui.

20 de junho de 2005

odeio a primavera

as andorinhas iam-me tirando um olho, so porque fizeram ninho na minha varanda... espirro de dia e de noite por causa dos polens...uns dias esta calor outros esta um frio horrivel... NUM Hà PACIÊNCIA!!!!!!!

?;./§!,%ù*µ£$¨^

serà que esta foi o fim de uma etapa? estou baralhada com o tempo, ventos, marés, trovoadas, andorinhas, morcegos, mar, pôr do sol, miradouro... tive tantas dùvidas, raramente acreditei... hoje acabou e nem feliz consigo estar por continuar a não acreditar... hhehheheh mas estou contente!!!! por estares aqui... e por sorrires e confiares!!! :) obrigada

18 de junho de 2005

uma partilha

sinto as tuas dores sinto o sangue que te corre nas veias quando o teu coração acelera sinto a força que vem de dentro de ti sinto o teu amor, a tua raiva o teu ódio... quero sentir-te sempre apaixonado pela vida, por cada momento... quero ver-te sorrir quero ver-te chorar quero que partilhes... exigo que sejas sempre tu... e que não baixes os olhos... exigo que faças sempre tudo o que desejas e que sintas o meu sangue... e a mim vais-me ver, sempre, a correr para os teus braços... cheia de amor... para ti! Estou aqui... sempre... para ti...

13 de junho de 2005

Poema à mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe! Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos! Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais! Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coraçãono retrato da moldura! Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos... Mas tu esqueceste muita coisa!
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe! Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos; ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura; ainda oiço a tua voz:
"Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal..." Mas - tu sabes!
- a noite é enormee todo o meu corpo cresceu... Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber. Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas... Boa noite.
Eu vou com as aves!
Eugénio de Andrade

um poema que me acompanhou...

um poeta que nos acompanhou...

e acompanhará sempre!

6 de junho de 2005

Cor, flor, borboleta, movimento

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta.
A flor é apenas a flor.
Alberto Caeiro